Nova comunicação no ar: sustentabilidade das relações e do ambiente de trabalho
texto on 4 de abril de 2011 with 0 CommentsPor Monique Melo
Quando falamos de sustentabilidade, todo mundo pensa no meio ambiente, o que é bom. Não podemos fechar os olhos para o que estamos fazendo com a mãe Terra e como ela está pedindo socorro por meio das catástrofes naturais.  Mas, sem dúvida, estamos vivendo um momento de grandes transformações, em que precisamos pensar na sustentabilidade das relações e também no ambiente de trabalho. As pessoas estão sem tempo, estressadas, quase máquinas, chegando a esquecer filhos em carro, provocando suas mortes. Elas também não estão se agüentando, precisam se reinventar, em busca de equilÃbrio, da paz, da realização em meio à enxurrada de informações que recebem o tempo todo e obrigação de pensar rápido e de forma utilitária na era da internet.
Com empresa há dezesseis anos, costumo dizer que um dos meus grandes prazeres é ver o crescimento pessoal e profissional dos que a mim chegam. É muito enriquecedor. Há muito, colegas do Brasil inteiro me perguntam como consigo montar equipe numa área tão complicada e tão mutante como comunicação empresarial. Procurar tirar o melhor de cada um e dar o melhor da empresa a cada um. Sabemos que cada um tem aptidão e dom, temos de deixar fluÃ-los e melhorar o que está fraco. Temos de tentar apertar aquele botão que faz a diferença na história de cada um.
Mas tenho algo a confessar a vocês, gosto pessoalmente de fazer as entrevistas de admissão. Nas quais, seguindo meu feeling, faço perguntas inusitadas, como a importância da avó (grande balizador de personalidade), da famÃlia, opiniões… para conhecer um pouco o ser humano que está ali. Lembro-me de que, no aniversário de Hebe Camargo, a homenagem mais linda e fora do padrão que vi foi a de Gilberto Dimenstein que mostrava uma figura que tinha sido importante na sua vida. Percebemos que todas as pessoas que saem de situações desfavoráveis tiveram alguém que as preencheram, pelo menos de amor, e as fizeram lutar e atingir seus objetivos mais Ãntimos com determinação.
O conhecimento técnico é fácil de passar e, com a rotina, se incorpora. Mas intuição, criatividade, sorte… não se ensinam ou pelo menos, ainda não descobri como. Hoje, se me perguntar qual o principal fator de contratação, acreditem, responderia maturidade espiritual. Nisso, entenda crença, força de vontade, o fazer diferente, a inteligência emocional, a busca do autoconhecimento, o comprometimento. Buscaria saber como administra a sua vida e o seu tempo (hoje, uma das moedas de maior valor), ou seja, suas prioridades. Não deixaria de questionar onde, quando e por quanto tempo ele se aquieta, se silencia. Estamos vivendo uma nova ordem, não fechem os olhos para isso. E talvez, nenhuma outra área esteja mudando tanto e tão rapidamente, quebrando tantos paradigmas, como a comunicação.





















